Afroturismo em ação: trajetórias dos guias negros que resgatam nossa história
Carol Oliver • 22 de julho de 2025
Roteiros de resistência: os caminhos traçados por guias negros no afroturismo
Por muito tempo, o turismo no Brasil ignorou as histórias, vozes e territórios negros. Mas hoje, cada vez mais, guias turísticos negros estão assumindo o protagonismo na condução de experiências que valorizam a ancestralidade, resgatam memórias e transformam o ato de viajar em um mergulho identitário e político.
Esses profissionais não apenas apresentam paisagens e monumentos. Eles recontam a história a partir de outra perspectiva. Uma perspectiva que revela o que foi apagado, silenciado ou distorcido, e que honra os passos de quem resistiu e construiu as bases culturais do país.
Na Diaspora.Black, temos orgulho de caminhar ao lado de guias que atuam em quilombos, centros históricos e territórios de resistência em todo o Brasil. São mulheres e homens negros que fazem do afroturismo uma ferramenta de empoderamento, educação e valorização da cultura afro-brasileira.
A seguir, conheça a trajetória da Damiana Silva, da Florencios Tours & Travel, e descubra como sua experiência está ajudando a reescrever o turismo no país.

DIASPORA.BLACK: Como começou sua trajetória como guia turístico? O que te motivou a atuar com roteiros voltados à história e cultura negra?
DAMIANA SILVA | FLORENCIOS TOURS & TRAVEL:
Minha trajetória como guia turística começou em 1994, há mais de 30 anos, em um cenário onde a representatividade negra no turismo era praticamente inexistente. Trabalhei por muito tempo para grandes operadoras no Rio de Janeiro, conduzindo grupos nacionais e internacionais pelos roteiros tradicionais da cidade.
Mas, com o passar dos anos, senti um chamado mais profundo — algo que ia além de apresentar paisagens: o desejo de contar a nossa própria história com verdade, dignidade e profundidade.
O que me motivou a criar roteiros voltados à história e cultura negra foi perceber o silenciamento
das vozes negras nos circuitos turísticos convencionais. Além disso, algo sempre me incomodou profundamente: a forma como o Rio de Janeiro era preterido por Salvador quando se tratava de afroturismo — na época ainda denominado “turismo étnico.”
Grupos afro-americanos que eu recepcionava passavam pouquíssimas noites no Rio, enquanto permaneciam o dobro ou o triplo do tempo em Salvador. Isso me entristecia — sentia que o Rio decepcionava nesse aspecto, não por falta de história, mas por falta de reconhecimento e visibilidade.
Foi então que decidi criar experiências onde nossas memórias fossem valorizadas, onde o povo negro pudesse se ver, se reconhecer e se entender como parte de uma história atlântica afro-diaspórica que também pulsa forte no Rio de Janeiro.
DIASPORA.BLACK:
Quais territórios ou experiências você conduz atualmente?
DAMIANA SILVA | FLORENCIOS TOURS & TRAVEL:
Hoje, conduzo experiências diversas pelo Rio de Janeiro, sempre a partir de uma perspectiva
afrocentrada, que ressignifica a cidade e convida os visitantes a enxergarem o Rio para além dos cartões-postais. Nosso diferencial está justamente nisso: apresentar o Rio de Janeiro sob uma visão afroreferenciada, verdadeira e comprometida com a memória da diáspora africana.
Nosso principal produto é o Rio Little Africa Tour, um walking tour com cerca de 4 horas de duração pela região portuária, historicamente conhecida como Pequena África
desde o século XX. Esse roteiro é um dos mais bem avaliados nas plataformas internacionais como TripAdvisor
e Viator, com o selo de excelência concedido pelos próprios viajantes.
Durante o tour, visitamos entorno de sete marcos fundamentais para a história e o legado africano no Brasil entre eles: O Cais do Valongo (Patrimônio Mundial pela UNESCO), O Instituto Pretos Novos (IPN), A Pedra do Sal, O MUHCAB (Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira), As Docas
Pedro II, e Monunmento a Mercedes Batista (Largo da Prainha).
Cada uma dessas paradas guarda memórias vivas de dor, resistência, fé, resiliência, sobrevivência e celebração. São territórios que revelam o que a história oficial tentou apagar, mas que a oralidade, a presença negra e o afroturismo vêm restaurando com dignidade e potência.
Na Florencios, acreditamos profundamente que o afroturismo é uma ferramenta poderosa para a valorização da cultura negra, a promoção do respeito e a reconstrução da autoestima coletiva. ais do que roteiros turísticos, oferecemos encontros com a ancestralidade, com a história, com a
verdade — e com o povo, o verdadeiro coração do Rio de Janeiro.
DIASPORA.BLACK:
O que significa para você ser uma guia negra em territórios de resistência e ancestralidade? Como você se sente ao compartilhar essas histórias com os visitantes?
DAMIANA SILVA | FLORENCIOS TOURS & TRAVEL: É um ato de afirmação, de cura e de responsabilidade ancestral. Ser uma guia negra nesses
territórios vai muito além de um trabalho — é um chamado. É um compromisso com aqueles que vieram antes de mim e não puderam contar suas próprias histórias, mas cujas vozes ainda ecoam em cada esquina da Pequena África.
Ao compartilhar essas memórias, sinto que estou reconstruindo pontes entre o passado e o presente, oferecendo não só informação, mas acolhimento e pertencimento. Para muitos visitantes — especialmente os negros — é uma chance de se reconhecerem, se reconectarem e se
orgulharem da sua herança diaspórica.
É emocionante ver nos olhos deles aquele brilho que diz: “essa história também é minha”. E, nesse momento, eu sei: não estamos apenas guiando turistas — estamos guiando almas de volta para casa.
DIASPORA.BLACK:
Você se lembra de alguma experiência marcante com um grupo ou visitante durante os roteiros? Algum momento que te emocionou ou te fez perceber o impacto do seu trabalho?
DAMIANA SILVA | FLORENCIOS TOURS & TRAVEL:
Há muitos momentos que me marcam profundamente. Alguns visitantes se emocionam ao tocar o solo do Cais do Valongo e dizem, com lágrimas nos olhos, que ali sentiram, pela primeira vez, que haviam reencontrado seus ancestrais. Outros formam um círculo espontâneo ao redor da cova rasa com ossos calcificados no IPN e, de mãos dadas, fazem uma oração carregada de emoção, respeito e silêncio reverente.
Mas há um momento, em especial, que sempre me emociona — toda vez. É quando leio, traduzindo para o inglês, em voz alta, o trecho da escritora Carolina Maria de Jesus, gravado no alto da parede do setor arqueológico do IPN. Ali, ela descreve o 13 de maio de 1958. Um dia que, teoricamente, deveria celebrar a abolição da escravidão. No entanto, Carolina, quase 70 anos após esse marco, relata que só tinha feijão e sal para dar aos filhos. Que ela — e toda a população afrodescendente — vivia uma nova escravidão: “a escravidão chamada fome.”
Nesse instante, o silêncio entre o grupo é absoluto. As palavras de Carolina ecoam como um grito abafado da história. É impossível não lembrar de Elza Soares, e de toda uma geração de brasileiros negros renegados à miséria, à invisibilidade, à chamada "Democracia Racial" — que, na prática,
nunca existiu.
É nesse momento que tudo faz sentido. Ali, percebo com ainda mais força que o que oferecemos não é apenas um tour — é uma jornada de reconexão, de memória e de reflexão histórica. É dar voz às verdades que por tanto tempo foram silenciadas. E é por isso que sigo fazendo o que faço, com alma e propósito.
DIASPORA.BLACK:
Quais são os principais desafios de conduzir roteiros afrocentrados? E quais são as maiores conquistas e alegrias que esse trabalho te proporciona?
DAMIANA SILVA | FLORENCIOS TOURS & TRAVEL:
Os desafios são muitos — e profundos. Ainda enfrentamos a desvalorização institucional e a
ausência de políticas públicas consistentes que reconheçam o afroturismo como uma ferramenta potente de educação, geração de renda e transformação social. É verdade que passos importantes estão sendo dados, com iniciativas da Embratur, SEBRAE e outras instituições, mas ainda estamos apenas no começo de um caminho que precisa ser fortalecido.
Também lidamos diariamente com olhares enviesados e comentários que tentam deslegitimar nosso trabalho, como se falar sobre ancestralidade, dor, resistência e negritude fosse “vitimismo” ou “mimimi”. Mas seguimos firmes — porque sabemos que nossa narrativa é necessária e verdadeira.
E é justamente por isso que as conquistas ganham um brilho ainda maior. Ver jovens negros se reconhecendo nos territórios que apresentamos, ver turistas — brasileiros e estrangeiros — emocionados e impactados pelas histórias que contamos com verdade e respeito, sentir que
estamos reconstruindo uma memória coletiva com dignidade... isso é o que me move.
É nesses momentos que percebo: estamos não apenas contando uma história — estamos fazendo história.
DIASPORA.BLACK:
Na sua visão, como o afroturismo contribui para o empoderamento da população negra e a preservação cultural?
DAMIANA SILVA | FLORENCIOS TOURS & TRAVEL:
O afroturismo é um instrumento potente de empoderamento, reconstrução identitária e educação social. Ele permite que pessoas negras — historicamente invisibilizadas, sem heróis, referências ou pertencimento — se reconheçam como parte de uma narrativa rica, resiliente e profundamente criativa.
Mais do que turismo, é um ato político, social e afetivo. É também didático: um verdadeiro letramento racial. Cada roteiro é uma aula viva de história e humanidade. E o mais bonito é que ninguém sai indiferente
— seja o visitante branco ou negro, todos são convidados a refletir sobre
o Brasil que fomos, o que ainda somos e o que podemos ser.
O afroturismo também fortalece uma rede inteira de profissionais: empreendedores, artistas, guias e agentes que conduzem experiências com alma, responsabilidade e verdade. É geração de renda, sim — mas também é geração de autoestima coletiva.
É valorização de um patrimônio antes apagado, agora preservado pela oralidade, pela vivência epela emoção. O afroturismo nos devolve o direito de existir com orgulho, memória e consciência.
DIASPORA.BLACK:
O que você gostaria que mais pessoas soubessem sobre os territórios que você apresenta? Existe alguma mensagem que sempre faz questão de passar nos seus roteiros?
DAMIANA SILVA | FLORENCIOS TOURS & TRAVEL:
Gostaria que as pessoas compreendessem que os territórios que apresentamos não são apenas
“lugares históricos” congelados no tempo, tampouco cenários turísticos a serem explorados por oportunismo. Não se trata de surfar na “moda do afroturismo” com roteiros vazios de propósito, criados sem compromisso histórico, cultural ou emocional.
São espaços vivos, pulsantes, atravessados por memórias e por comunidades negras que resistem todos os dias. É preciso respeitar essa potência e entender que cada pedra, cada rua, cada símbolo carrega séculos de dor, luta, criatividade e reinvenção.
Sempre faço questão de lembrar que conhecer a história negra do Brasil é essencial para compreender o país em sua totalidade
— até porque sem o sangue, o suor, a cultura e a espiritualidade dos povos africanos e afrodescendentes, simplesmente não existiria o Brasil.
Minha mensagem é clara e constante:
Nossa história importa. Nossa cultura é rica. E é hora de ocupá-la com orgulho, respeito e consciência.
Por isso, seguimos firmes no nosso propósito:
Connecting Cultures, Creating Memories.
(Conectando Culturas, Criando Memórias.)
Turismo como instrumento de memória e futuro
Mais do que uma atividade econômica, o turismo afrocentrado é um caminho de reconexão com a história, com a identidade e com as lutas do povo negro. Ao visitar locais como o Cais do Valongo no Rio de Janeiro, os largos e terreiros de Salvador, ou comunidades quilombolas no interior do país, os visitantes têm a chance de conhecer outra narrativa. Uma que fala de dor, mas também de orgulho, resistência, espiritualidade e criação coletiva.
Os guias entrevistados mostram que o afroturismo é, ao mesmo tempo, denúncia e celebração. É educação, é pertencimento, é a possibilidade de existir com dignidade em espaços que antes negavam ou inviabilizavam a presença negra.
Quer viver essa experiência?
Acesse agora a plataforma diaspora.black
e explore os roteiros guiados por profissionais negros em todo o Brasil. Cada passeio é um convite à escuta, ao aprendizado e à valorização de nossas raízes.
Se você não encontrou o roteiro que procura, entre em contato com a gente. Podemos indicar experiências personalizadas ou criar novas rotas junto aos nossos parceiros locais.
Venha conhecer o Brasil a partir da nossa história. Com orgulho, com memória e afeto.

Ilhabela é amplamente reconhecida por sua natureza exuberante. Mas o território guarda também uma história profunda, marcada pela presença negra que moldou saberes, práticas culturais e modos de vida que seguem pulsando no cotidiano da ilha. Ainda pouco visibilizada nas narrativas oficiais do turismo, essa dimensão permanece viva na memória, na cultura e nas relações que sustentam a comunidade local. O Afrocaiçara surge como linguagem, estratégia e reconhecimento dessa identidade em movimento. Uma construção que conecta ancestralidade, pertencimento e desenvolvimento, organizando saberes locais como potência econômica, cultural e simbólica. Para aprofundar essa conversa, a Diaspora.Black falou com Aziz Camali Constantino, idealizador do Oxigênio Ilhabela : DIASPORA.BLACK : Como surgiu a experiência Afrocaiçara e de que forma ela fortalece o afroempreendedorismo de Ilhabela? AZIZ CAMALI: "A experiência Afrocaiçara nasce do encontro entre duas identidades que sempre estiveram presentes em Ilhabela, mas raramente foram reconhecidas de forma integrada: a afro e a caiçara. O termo surge de maneira orgânica, a partir de um parceiro do território, o DJ Kost, durante um momento simbólico no palco do TEDx Ilhabela, quando artistas locais de trajetórias distintas criaram juntos pela primeira vez. Ali ficou evidente a existência de uma identidade viva, potente e ainda pouco nomeada, que precisava ganhar linguagem, visibilidade e estratégia. A partir desse reconhecimento, o Oxigênio Ilhabela passa a olhar o Afrocaiçara não apenas como memória cultural, mas como uma potência econômica estruturante. O fortalecimento do afroempreendedorismo acontece quando saberes locais, como gastronomia, artesanato, música, arte e práticas culturais, deixam de operar de forma isolada e passam a ser organizados coletivamente, com curadoria, educação empreendedora e articulação com parceiros estratégicos. Isso permite a criação de experiências e serviços com valor real, capazes de gerar renda recorrente e fortalecer quem vive e empreende no arquipélago." DIASPORA.BLACK: Como essa experiência ajuda moradores da ilha e turistas a se reconhecerem nessa parte viva da história, e não apenas no cenário turístico? AZIZ CAMALI: "Para os moradores, a experiência Afrocaiçara devolve visibilidade, dignidade e protagonismo. Ilhabela foi um dos territórios com maior concentração de pessoas escravizadas do Brasil, inclusive com registros de práticas ilegais mesmo após a Lei Áurea. Essa história, no entanto, nunca foi plenamente integrada à narrativa oficial do turismo local. O projeto cria espaço para que essa memória deixe de ser invisível e passe a ser reconhecida como patrimônio vivo, contemporâneo e produtivo. Para quem visita a ilha, a experiência amplia o olhar sobre o território. Ilhabela é amplamente associada à Mata Atlântica e ao oceano, o que é uma potência indiscutível, mas incompleta. O Afrocaiçara convida o visitante a se relacionar com as pessoas do arquipélago, seus saberes, histórias e modos de vida. O turismo deixa de ser apenas contemplativo e passa a ser relacional, gerando vínculos, aprendizado e pertencimento, tanto para quem chega quanto para quem permanece." DIASPORA.BLACK: Que barreiras ainda existem para ampliar a presença de vozes negras nos grandes eventos e debates do setor de turismo? AZIZ CAMALI: "As principais barreiras são culturais e de letramento. Ainda existe a percepção de que o afroturismo é um nicho restrito ou um produto voltado apenas para públicos específicos. Isso ignora o fato de que a formação cultural, social e econômica do Brasil é profundamente atravessada pelas matrizes africanas. Além disso, há uma concentração das narrativas nos grandes centros urbanos, enquanto territórios como Ilhabela, mesmo com enorme relevância histórica, seguem fora do radar dos grandes debates. O Afrocaiçara propõe justamente deslocar esse centro, mostrando que pequenos municípios e territórios periféricos também são espaços de inovação, vanguarda cultural e produção de conhecimento com valor econômico e simbólico." DIASPORA.BLACK: Que conselho você daria para uma agência que quer atuar no afroturismo com responsabilidade, estratégia e diferenciação? AZIZ CAMALI: "O principal conselho é construir a partir do território e em parceria com lideranças locais. Afroturismo responsável não se desenvolve de fora para dentro. Ele exige escuta, corresponsabilidade e compromisso com a economia local. O papel do Oxigênio Ilhabela é atuar como articulador territorial, e não como intermediário comercial, garantindo que o valor gerado permaneça na comunidade. Parcerias como a construída com a Diáspora Black são estratégicas porque permitem planejar experiências com antecedência, conectadas a marcos culturais reais da cidade, como a Congada e a Semana de Vela, que já têm programações em desenvolvimento. Esse tipo de articulação oferece um diferencial concreto para agências nacionais e internacionais interessadas em experiências autênticas, regenerativas e alinhadas a viajantes e empresas que valorizam impacto positivo. Não se trata de volume, mas de curadoria, profundidade e criação de valor compartilhado."

A Diaspora.Black conecta a maior comunidade de cultura negra da América Latina por meio de uma plataforma digital que integra turistas, profissionais, empreendedores, empresas e agências de viagem interessadas em experiências autênticas, diversas e culturalmente relevantes. Atualmente, a plataforma reúne mais de 800 fornecedores e oferece experiências afrocentradas em 145 cidade e alguns outros países , consolidando um ecossistema digital que apoia a visibilidade, a curadoria e a comercialização de experiências com identidade. Em um cenário no qual o turismo passa por grandes transformações, impulsionadas por tecnologia, experiência do usuário e segurança, a Diaspora.Black avança de forma consistente para um novo ciclo de desenvolvimento.

O mercado MICE (Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições/Eventos) segue em expansão no Brasil, impulsionado por eventos corporativos, científicos e institucionais cada vez mais estratégicos. O país reúne infraestrutura, diversidade temática e capacidade técnica para receber encontros de diferentes portes, especialmente nas áreas de ciência, saúde, inovação, sustentabilidade e energia. Mas esse crescimento também acompanha um novo olhar para o mercado de eventos. Durante muito tempo, o mais importante para eventos corporativos era garantir um espaço neutro, uma agenda segura e fornecedores previsíveis. Agora as empresas buscam investir tempo e orçamento em experiências e fornecedores que estão conectados aos seus valores e na imagem que a marca quer transmitir. É aqui que o evento genérico começa a perder espaço. As pessoas não querem mais apenas participar. Querem sentir . Com agendas cheias e excesso de conteúdo digital, ninguém se desloca por conveniência. As pessoas se deslocam quando a experiência oferece algo que não cabe em um slide ou em uma transmissão online. As empresas sentem isso na prática. Eventos corporativos genéricos não engajam equipes, não constroem reputação e não sustentam narrativas consistentes. O novo MICE não é sobre fazer mais. É sobre fazer melhor. Com intenção, com curadoria e com responsabilidade social. Quando o evento vira linguagem de marca Eventos corporativos com impacto são uma extensão viva da marca, comunicam valores e escolhas. Isso muda tudo. Muda o formato , que deixa de ser engessado e passa a oferecer experiências em grupo mais personalizadas. Muda o espaço , que sai da neutralidade e passa a carregar significado. Muda a curadoria cultural , que deixa de repetir fórmulas e passa a provocar reflexão. Ativações de marca com propósito não acontecem por acaso. Elas exigem repertório, contexto e legitimidade. A Diaspora.Black e a construção de eventos com significado Na Diaspora.Black, o evento nunca foi apenas um evento. Sempre foi uma escolha política, cultural e estratégica. Cada projeto nasce da pergunta certa: que história essa marca quer contar e, principalmente, quem precisa estar dentro dessa história? Nossos eventos ocupam territórios de memória, cultura e produção de conhecimento. O afroturismo corporativo é uma das nossas ferramentas para tirar o evento da bolha e conectá-lo à cidade, às pessoas e às narrativas que moldam o Brasil. Na Pequena África, no Rio de Janeiro, encontros corporativos acontecem em diálogo com espaços como o Cais do Valongo e o Instituto Pretos Novos, transformando reuniões em experiências de consciência histórica e visão de futuro. Em quilombos urbanos e rurais, criamos imersões de liderança que falam de governança, sustentabilidade e pertencimento a partir de saberes ancestrais. Em Salvador, o Pelourinho e as sedes de blocos afro se tornam ambientes de troca, aprendizado e construção coletiva. Cada espaço comunica. Cada escolha conta. Curadoria é o que diferencia impacto de superficialidade O fim do evento genérico também passa pela curadoria cultural. Quem fala, de onde fala e com que repertório importa. A Diaspora.Black constrói experiências com intelectuais, artistas, empreendedores e especialistas negros que dialogam com temas como inovação, tecnologia, ESG, futuro do trabalho e liderança a partir de perspectivas consistentes, contemporâneas e conectadas à realidade das empresas. A experiência sensorial acompanha essa lógica. Oficinas de saberes, práticas culturais e uma hospitalidade baseada no acolhimento genuíno substituem brindes descartáveis e soluções vazias. O participante não apenas consome um evento. Ele vivencia algo que permanece. O que fica depois que as luzes se apagam Eventos corporativos não podem mais ser avaliados apenas pela execução. A pergunta agora é outra: o que ficou quando tudo acabou? Houve engajamento real? A narrativa foi coerente com os valores da empresa? O impacto social foi concreto? O risco reputacional foi reduzido ou ampliado? O evento genérico não responde a essas perguntas. O novo MICE exige parceiros que entendam o negócio, tenham legitimidade cultural e saibam transformar estratégia em experiência. Na Diaspora.Black, criamos eventos que posicionam marcas, conectam pessoas e deixam legado. Porque hoje, mais do que nunca, evento é linguagem. E linguagem constrói futuro. Depoimentos: “Diaspora fez um excelente trabalho organizando e facilitando nosso encontro.” — IDB “Foi uma experiência de conexão com minha ancestralidade. Nunca esquecerei.” — Cris Silva, Google

Em 2026, a Diaspora.Black convida empresas, marcas e organizações a ampliarem seu olhar sobre o turismo. Este calendário foi desenvolvido para inspirar experiências de Afroturismo em grupo que conectam propósito, cultura e impacto , transformando encontros corporativos em vivências com significado. São jornadas de aprendizado, reconhecimento e pertencimento, vividas em territórios onde a cultura afro-brasileira se manifesta de forma viva e contínua, fortalecendo vínculos entre pessoas, histórias e comunidades. Cada data aqui apresentada pode se transformar em uma ação estratégica para convenções, viagens de incentivo, ações de endomarketing, programas de diversidade e inclusão ou relacionamento com stakeholders, convidando empresas a romper com formatos já conhecidos e a se diferenciar por meio de experiências que ampliam repertórios , geram pertencimento e posicionam o turismo como uma escolha consciente, cultural e transformadora. As experiências de Afroturismo disponíveis na Diaspora.Black vêm sendo escolhidas por grupos do Brasil e do mundo que buscam ir além do que já conhecem. "... Um dos momentos mais importantes da nossa viagem foi o tempo que passamos com a Diaspora.Black e a Sampa Negra. Com profundo respeito, nossa guia Denise Rodrigues iluminou camadas silenciadas do centro da cidade, compartilhand o histórias de incontáveis catalisadores afro-indígenas que descobriram sua capacidade — e, com coragem, criatividade e consistência, reivindicaram dignidade, promoveram segurança e lutaram pela liberdade ao longo dos séculos no Brasil... Obrigado, Denise, Sampa Negra e Diaspora.Black!" Talya G. Esse é o depoimento de uma participante de um grupo dos Estados Unidos que fez o "walking Tour - Do Rosário à Liberdade". Fevereiro Feriado | Carnaval 🗓️ 17 de fevereiro O Carnaval é palco de identidade, criatividade e protagonismo negro. Uma oportunidade estratégica para viagens de incentivo, ativações de marca e experiências culturais que colocam equipes e clientes no centro da cultura brasileira. Experiências de Carnaval carioca Março Celebração | Festa de Olojá Exu 📍 Salvador, BA 🗓️ Primeiro fim de semana de março Celebrar Exu é celebrar comunicação, movimento e troca. Uma experiência inspiradora para empresas que valorizam inovação, fluidez e diálogo, conectando mercado, cultura e ancestralidade em um dos espaços mais simbólicos de Salvador. Em breve – Acompanhe a página de Experiências turísticas em Salvador Abril Celebração | Festa de São Jorge 📍 Rio de Janeiro, RJ 🗓️ 23 de abril Uma celebração que simboliza coragem, proteção e resistência. Ideal para encontros corporativos que desejam reforçar valores como força coletiva, superação e diversidade cultural. Em breve - Acompanhe na página de experiências do Rio de Janeiro Feriado | Tiradentes 🗓️ 21 de abril Um convite para explorar Ouro Preto, MG, num roteiro que revela a presença negra na construção do Brasil colonial. Ideal para ações educativas, programas de diversidade e experiências de aprendizado histórico. Saiba mais Maio Celebração | Bembé do Mercado 📍 Santo Amaro, Recôncavo Baiano 🗓️ Entre 13 e 15 de maio O maior candomblé de rua do mundo é uma experiência de pertencimento, ancestralidade e força comunitária. Um convite para empresas que desejam vivenciar cultura viva e impacto social real. Em breve – Acompanhe a página de Experiências turísticas em Salvador Celebração | Festa do Divino 📍 Ilhabela, SP e São Luís, MA 🗓️ Maio Diferentes expressões de fé e cultura afro-brasileira em territórios distintos. Experiências ideais para grupos que buscam diversidade cultural e conexão com saberes tradicionais. Acompanhe a página de experiências desses destinos: Ilhabela, SP São Luís, MA Junho Celebração | Bumba Meu Boi de São Luís 📍 São Luís, MA 🗓️ 23 a 29 de junho Uma das maiores expressões culturais do Brasil, reconhecida pela UNESCO. Perfeita para experiências de incentivo, imersões culturais e fortalecimento de laços coletivos. Experiências dessa festividade Julho Período | Férias escolares 🗓️ Todo o mês Ideal para experiências que conectam educação, história e identidade, ideais para ações com colaboradores e suas famílias ou programas corporativos de bem-estar e cultura. Caminhada Heroínas e Heróis negros Agosto Celebração | Festa da Boa Morte 📍 Cachoeira, BA 🗓️ 13 a 17 de agosto Uma das celebrações mais emblemáticas da cultura afro-brasileira, organizada por mulheres negras desde o século XIX. Uma vivência profunda sobre liderança, ancestralidade e protagonismo feminino. Em breve Setembro Feriado | Independência do Brasil 🗓️ 7 de setembro Uma oportunidade para revisitar a história do Brasil com outro ponto de vista e ampliar narrativas. Ideal para experiências educativas e reflexivas em grupo. Saiba mais Outubro Feriado | Nossa Senhora Aparecida 🗓️ 12 de outubro Perfeito para um roteiro que integra fé, quilombos, natureza e identidade. Ideal para grupos que buscam experiências transformadoras e conexão territorial. Saiba mais Novembro Feriado | Dia da Consciência Negra 🗓️ 20 de novembro Uma data estratégica para ações corporativas de diversidade, equidade e inclusão, conectando memória, resistência e futuro. Confira a caminhada Jampa Negra Dezembro Feriado | Natal 🗓️ 25 de dezembro Um Natal que revela narrativas invisibilizadas e amplia o olhar sobre história e arquitetura. Uma experiência cultural incrível para grupos corporativos. Petropolis, Imperial City Celebração | Festa de Santa Bárbara 📍 Salvador, BA 🗓️ 4 de dezembro Uma celebração de força, fé e movimento, ideal para encerramentos de ciclo, celebrações de conquistas e encontros de fim de ano com significado. Saiba mais Em 2026, diferenciar-se também passa pelas experiências que sua empresa escolhe viver. O calendário de Afroturismo da Diaspora.Black transforma datas em encontros com significado, conectando pessoas, cultura e impacto em jornadas que permanecem muito além da viagem.

A Diaspora.Black, em parceria com a Embratur e a CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina, realizou uma pesquisa inédita dedicada ao afroturismo brasileiro. O estudo nasce do compromisso de transformar o turismo em ferramenta de pertencimento, reparação histórica e impacto real. No mapeamento nacional, a região Sudeste se destaca pela diversidade e profundidade de experiências afrocentradas. O território concentra iniciativas que conectam história urbana, herança africana, religiosidade, cultura popular, memória ancestral e inovação no turismo de experiência. Roteiros que passam por centros históricos, comunidades tradicionais, museus, circuitos de memória negra e vivências conduzidas por guias afro-referenciados mostram como o Sudeste se tornou um dos polos mais relevantes do afroturismo no Brasil. Veja abaixo os nomes da região do sudeste da lista de roteiros mapeados pela Diaspora.Black em 2025: SUDESTE Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – IPN (RJ) Associação de Guias de Turismo de Petrópolis (RJ) Rio Memória Ação (RJ) Conectando Territórios (RJ) Etnias Turismo e Cultura (RJ) Guia Raquel Oliveira (RJ) Ernesto Turismo Rio (RJ) Noceci Viagens (RJ) Quintal de Mãe (RJ) Desvendando Macaé (RJ) ATELIÊ BONIFÁCIO (RJ) Rio Encantos Experiences (RJ) Mulheres Caiçaras Buzianas (RJ/SP) Renascença Clube – Centro de Memória Afro (RJ) Prainha dos Erês – Parque Nacional da Tijuca (RJ) Circuito da Herança Africana – Pequena África (RJ) Museu da Memória Negra de Petrópolis (RJ) Circuito da Memória Negra de Petrópolis (RJ) Vivências Afro Ecológicas (RJ) TRAVELLER XP (RJ) Afrotrip Brasil (RJ) Okan Educação e Turismo de Experiência (SP) Rota da Liberdade (SP) Muro dos Escravizados – Fazenda Bittencourt (SP) Santuário Nacional da Umbanda – Vale dos Orixás (SP) Mochilando Afro Culturas (SP) Turismo Prefeitura de São Paulo (SP) GUIA NEGRO (SP) Jornadas Mediadas (SP) Turismo Barra do Turvo (SP) Rede Vale do Ribeira – Rota das Cavernas / Quilombos do Ribeira (SP) Mina Du Veloso(MG) “O afroturismo brasileiro está vivendo um momento de consolidação no turismo e na história. Realizamos esse mapeamento para mostrar como as iniciativas estão movimentando a cultura, preservando a memória e impulsionando o impacto econômico nas comunidades negras em todo o país. É um retrato de como o afroturismo pode ser ferramenta de reparação, visibilidade e geração de renda. Assim, mostramos que temos um compromisso de conectar os viajantes com os territórios e a história” afirma Carlos Humberto, cofundador da Diaspora.Black. Experiências de Afroturismo no Sudeste que mais conectam viajantes As experiências abaixo estão entre as mais buscadas na plataforma da Diaspora.Black. Rio de Janeiro

A presença da pauta racial nas negociações climáticas globais tem sido resultado de anos de mobilização, articulação política e pressão da sociedade civil. Na COP30, realizada em Belém, esse debate ganhou ainda mais centralidade ao conectar justiça climática, racismo ambiental e a valorização dos povos e comunidades tradicionais como agentes fundamentais na construção de soluções sustentáveis. Nesta entrevista, Carlos Humberto, da Diaspora Black, conversa com Rachel Barros de Oliveira, Secretária Executiva do Ministério da Igualdade Racial, sobre os avanços, desafios e conquistas da participação brasileira na COP30. Confira a seguir: Carlos Humberto - Diaspora Black : Eu gostaria de saber, na sua visão, como a pauta da igualdade racial entrou na COP e como você está saindo daqui a partir dessa nossa participação na COP30. Secretária Rachel Barros : “Essa COP teve muitos desafios. E um dos desafios foi garantir a permanência do termo "afrodescendente" nos processos de negociação e nos documentos oficiais dessa COP. Mas a gente teve muito apoio e continua tendo da sociedade civil para fazer esses debates. O Ministério da Igualdade Racial também, em seus planos de aceleração de solução, nos debates que a gente realizou, eu particularmente participei de debates sobre racismo ambiental, de debates sobre meninas e mulheres afrodescendentes, a gente fez questão de reforçar a necessidade da manutenção desse termo. E acho que um ponto de avanço importante é que a gente sai da COP30 com a Carta de Belém sobre o racismo ambiental. É um avanço importante, porque é uma normativa que vai garantir que esse tema volte nas próximas COPES. Então, o meu sentimento é de que a gente caminha. Mas a gente ainda tem muito que caminhar. E a gente só caminha com a força da sociedade civil e com a importância de a gente trazer o debate do racismo ambiental para o centro das negociações. Acho que ter criado agora o Círculo dos Povos conjuntamente com MPI, MMA e MDA também foi muito central para nós, porque foi a oportunidade de ampliar as vozes das populações marginalizadas, vulnerabilizadas, dos povos e comunidades tradicionais para pautar esse debate. Então, acho que a gente avança, mas a gente já tem muito que caminhar.” Carlos Humberto - Diaspora Black : O Círculo dos Povos foi um espaço super estratégico e importante e foi o único espaço que recebeu um debate sobre afroturismo, a partir da perspectiva de como o afroturismo pode ser uma estratégia potente de combate ao racismo ambiental e de inclusão na população negra no mercado do turismo. Como você vê a atuação do racismo ambiental como uma possibilidade de estratégia, secretária? Secretária Rachel Barros : “Olha, eu acho que trabalhar a pauta do afroturismo nesse debate sobre as mudanças climáticas é muito central. A gente tem as populações tradicionais com suas culturas, com a sua forma de existir e com a dependência do meio ambiente para preservar a biodiversidade do nosso país e, por que não, atrelar todo esse saber, toda essa tradição ao processo de geração de emprego e renda, a um processo que, de fato, valoriza esses saberes e tradições para a gente avançar nessa pauta. Então, por exemplo, no MIR, no Ministério da Igualdade Racial, o decreto que nós temos, Rotas Negras, que é voltado para a valorização do afroturismo, ele está dentro do plano clima de combate ao racismo ambiental. Então, para nós, é uma dimensão central. E eu acho que a COP, ela tem esse papel de mostrar que o Brasil tem uma ampla diversidade de biomas, mas também de povos que ocupam esses biomas. Esses povos possuem cultura, possuem tradições, possuem saberes, e esses saberes geram renda e geram transformação. Tudo isso é sustentabilidade, tudo isso é democracia, tudo isso é participação e adaptação. Então, eu acho que é central que a gente possa apoiar a pauta do afroturismo no debate sobre mudanças climáticas.”

Não existe solução climática sem o enfrentamento das desigualdades estruturais. A superação das emergências ambientais passa, necessariamente, pela superação das emergências sociais. Foi com essa convicção que a Diaspora.Black atuou na COP30, integrando capacitação, produção, logística, curadoria e debates, a partir de uma estratégia clara de impacto. Inclusão e protagonismo das lideranças quilombolas Nossa atuação começou com a colaboração direta para a inclusão das lideranças femininas quilombolas na agenda global da COP30. Desenvolvemos um programa de qualificação e capacitação que preparou mulheres quilombolas do Pará para atuarem com protagonismo na recepção e operação do evento. O programa criou espaços de escuta, reconhecimento e fortalecimento de lideranças que historicamente estiveram à margem dos grandes fóruns de decisórios. Logística com propósito e impacto territorial A Diaspora.Black foi responsável pela coordenação da logística das delegações internacionais: Fundação Ford e Open Society. Essa atuação envolveu transporte local, alimentação, tradução, suporte operacional e produção executiva integrada. Mais do que gestão, tratou-se de uma escolha estratégica: priorizamos fornecedores negros, indígenas e comunitários, garantindo que os recursos mobilizados pelo evento permanecessem no território. Um exemplo concreto foi a parceria com o Cozinha Periférica, da comunidade palafita da Vila da Barca, responsável pela alimentação das delegações. A iniciativa gera renda local para mulheres da comunidade, em sua maioria mães solo que sustentam famílias inteiras. Autoridade, debate e incidência política Durante a COP30, levamos a pauta do Afroturismo ao centro do debate em espaços estratégicos, como o Papo de Responsa – Folha Social+, da Folha de S.Paulo, e o Círculo dos Povos: Proteção Biocultural. Nesses painéis, evidenciamos o Afroturismo como ferramenta determinante para o desenvolvimento sustentável . valorização das comunidades tradicionais, preservação dos saberes ancestrais e o fortalecimento de economias locais ligadas a povos de origem africana no Brasil. Compromisso global com metas concretas Assinamos a a Glasgow Declaration on Climate Action in Tourism , compromisso global da ONU Turismo e do Ministério do Turismo Brasil, reafirmando algo que carregamos desde o início da nossa jornada: não existe justiça climática sem justiça racial. Ao aderir à Glasgow Declaration, assumimos metas de redução de emissões, a construção de um Plano de Ação Climática em até 12 meses, investimentos em regeneração ambiental, educação climática e inovação sustentável e colaborar com parceiros do setor para fortalecer um ecossistema mais responsável. O nosso impacto real e em números Os resultados da nossa atuação também se refletem nos números. A equipe e os fornecedores mobilizados durante a COP30 foram 100% locais , com: Equipe: 100% Negra (pretos e pardos) 90% Feminina 10% Quilombola Fornecedores: 60% Negros e indígenas 85% Mulheres Esses dados representam impacto, geração de renda e fortalecimento de capacidades no território amazônico. Um passo decisivo para a transformação dos eventos globais A atuação da Diaspora.Black na COP30 consolidou um modelo de produção e curadoria que integra excelência operacional, justiça social e responsabilidade climática. Esse trabalho foi um passo decisivo para ampliar o impacto, fortalecer parcerias estratégicas e liderar a transformação necessária rumo a um futuro mais justo para as pessoas, para os territórios e para o planeta. Sua empresa quer realizar eventos globais com impacto social real? A Diaspora.Black desenvolve e executa estratégias completas de produção, logística e curadoria, com foco em justiça social, diversidade e responsabilidade climática. Fale conosco e construa eventos que deixam legado nos territórios.

O ABAV MeetingSP, evento exclusivo para proprietários de agências associadas da Abav-SP e Aviesp, contou com um painel dedicado às viagens de alto padrão, que evidenciou o conceito de luxo, afastando-se dos símbolos tradicionais, como hotéis cinco estrelas ou serviços padronizados. O foco será experiências verdadeiramente únicas, personalizadas e culturalmente significativas. Essa evolução coloca o agente de viagens no centro da criação de valor, como curador de vivências que conectam viajantes às histórias e realidades dos destinos. Dados reforçam que esse movimento não é apenas uma tendência pontual, mas uma transformação global do mercado. O mercado global de viagens de luxo movimentou cerca de US$ 1,48 trilhão em 2024 e deve alcançar US$ 2,36 trilhões até 2030, crescendo mais de 8% ao ano. A demanda por personalização, autenticidade, bem-estar, sustentabilidade e experiências culturais profundas segue em alta. O luxo está cada vez menos sobre ostentação e cada vez mais sobre transformação. No Brasil e na América Latina, a atenção ao segmento tem aumentado: o Anuário ILTM & PANROTAS Annual Luxury Travel Report 2026, lançado durante a ILTM Cannes, apresenta um panorama aprofundado do setor, com análises econômicas, tendências e a confirmação de que o mercado latino-americano continua em expansão e com grande potencial. O que isso tem a ver com a Diaspora.Black? Tudo. Há quase uma década, a Diaspora.Black se dedica justamente ao tipo de experiência que o novo luxo busca: vivências culturais profundas, narrativas com significado, encontros reais com histórias e territórios, e um cuidado extremo com curadoria humana e impacto social positivo. Somos especialistas em experiências afrocentradas, condução responsável, imersão cultural e turismo que transforma — pilares que hoje são exatamente aquilo que o segmento de luxo procura entregar aos seus viajantes mais exigentes. Conheça dois exemplos de experiência que entregamos: 1. Tradição e Beleza Natural Amazônicas – Ilha de Cotijuba (PA) Uma vivência que combina natureza exuberante, patrimônio cultural e impacto social real. Organizada por mulheres anfitriãs da ilha, essa experiência apresenta projetos comunitários ligados à produção de cosméticos naturais, biojoias, papel artesanal e Turismo de Base Comunitária. O viajante vivencia gastronomia amazônica, oficinas artesanais, trilhas ecológicas, experiências culturais como o Carimbó Raiz e momentos de contemplação em praias de águas tranquilas. Luxo aqui é conexão, autenticidade e pertencimento. Saiba mais 2. Tour Pequena África – Rio de Janeiro (RJ) Uma jornada pela história viva da formação negra do Brasil. O roteiro percorre lugares de memória fundamentais, como o Cais do Valongo, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, e o Quilombo da Pedra do Sal, berço do samba e símbolo de resistência cultural. É uma experiência guiada por especialistas em história afro-brasileira que oferece profundidade, significado e uma compreensão transformadora da cidade. Luxo aqui é conhecimento, ancestralidade e acesso a narrativas que não se encontram nos roteiros tradicionais. Saiba mais Por isso, a pergunta é simples: se o mercado está caminhando para um luxo mais humano, autêntico e conectado, por que apostar apenas em modelos tradicionais? Sua agência pode se preparar para o futuro fazendo parceria com quem trabalha esse tipo de experiência há anos no Brasil e no mundo. O próximo passo do turismo de luxo passa pela cultura, pela diversidade e pelas histórias que não cabem em fotos. E a Diaspora.Black está pronta para construir isso com você. Clique aqui para se tornar uma agência parceira Fonte: Panrotas, Hotel Agio, MS Square Consultancy

O Rio de Janeiro é reconhecido mundialmente por protagonizar o maior espetáculo a céu aberto do planeta: o Carnaval. Mas, para além das luzes e da avenida, existe uma história que poucas empresas e agências conhecem — a festa nasce nos territórios negros, nas comunidades, nos bastidores e nas raízes que moldaram a identidade cultural brasileira. Como referência em Afroturismo, a Diaspora.Black convida empresas, agências de viagem e operadores de turismo a ampliarem seus portfólios com experiências que unem Carnaval, cultura afro-brasileira, impacto positivo e vivências transformadoras. Em 2026, nossos roteiros estão ainda mais completos para atender grupos corporativos, organizações, viajantes internacionais e equipes que buscam uma viagem com propósito. Confira quatro experiências exclusivas, desenvolvidas com curadoria especializada, para que você ofereça um Carnaval inesquecível antes, durante e depois da folia. 1 — Carnaval Experience Uma imersão de 4 horas nos bastidores do Carnaval, onde fantasias, carros alegóricos e grandes narrativas ganham vida. Ideal para grupos que desejam compreender o processo criativo que movimenta comunidades e preserva a tradição do samba. Destaques da experiência: Visita aos bastidores da criação carnavalesca Possibilidade de vestir fantasias originais Fotos, dança e interação com o universo do samba Perfeito para grupos corporativos, equipes de marketing, incentivos e times Uma vivência instagramável, artesanal e memorável. Saiba mais 2 — Experiência noturna em escola de samba carioca (Portela ou Salgueiro) Com guia credenciado pelo Ministério do Turismo e transporte incluído. A Diaspora.Black oferece duas vivências que revelam a força da cultura carioca, cada uma em um território histórico fundamental. Sextas-feiras — Portela Fundada em 1923, a Portela é a Majestade do Samba e a maior campeã do Carnaval. Situada num território negro fundamental para o período pós-abolição, entrega uma experiência rica em memória e autenticidade. O grupo vivencia: Visita quadra histórica da Portela Contato com a comunidade local Um ensaio tradicional e emocionante A força cultural de Madureira Sábados — Salgueiro Vibrante, popular e reconhecido por enredos afrocêntricos, o Salgueiro entrega uma noite enérgica e inesquecível. A experiência inclui: Show de pagode de abertura Bateria ao vivo com presença da rainha Performances de dançarinos profissionais Vivência do ensaio oficial rumo ao Carnaval Saiba mais 3 — Afro-Samba, Raízes e Cultura Uma experiência completa para quem deseja compreender a história do Rio sob a perspectiva afro-brasileira, reunindo cultura, gastronomia, música e memória. O tour inicia pela Pequena África, passando por: Pedra do Sal Mural Etnias Praça Mauá MAR Museu do Amanhã Cais do Valongo (Patrimônio Mundial da UNESCO) Opcional: Cidade do Samba Na segunda etapa, o grupo mergulha na gastronomia afro-brasileira e no protagonismo da mulher negra, com uma pausa histórica e saborosa que inclui mini aula de samba e até duas vivências, como shows, rodas de samba, Rio Scenarium ou bares tradicionais. Para fechar, um evento cultural com música e samba aprofunda histórias, letras e personagens que marcaram a cidade. Uma experiência sofisticada, impactante e ideal para executivos, equipes corporativas e viajantes internacionais. Saiba mais 4 — Rota do Samba Carioca Um percurso por territórios fundamentais da memória afro-carioca, conectando espaços de resistência, criação e ancestralidade. A rota inclui Pedra do Sal, barracões, quadras de escolas de samba, museus e bares onde o ritmo pulsa diariamente — uma imersão profunda nos valores civilizatórios africanos e na força das comunidades que mantêm o samba vivo. Trata-se de um roteiro sustentável que fortalece a economia local e oferece uma experiência autêntica, consciente e cheia de significado. Saiba mais Por que empresas e agências devem incluir Afroturismo no Carnaval 2026? ✔ Crescente demanda por experiências culturais autênticas ✔ Diferenciação real de portfólio com vivências exclusivas ✔ Turismo responsável baseado em impacto positivo ✔ Narrativas que conectam marcas à diversidade e inclusão ✔ Ideal para grupos corporativos, incentivos, intercâmbios e turismo internacional Como especialistas em Afroturismo, a Diaspora.Black garante curadoria qualificada, segurança operacional, produção cuidadosa e guias certificados — entregando experiências culturalmente responsáveis, emocionantes e impossíveis de replicar. Em 2026, ofereça um Carnaval inesquecível! Quer incluir esses produtos na sua agência? Precisa de um roteiro exclusivo para a sua empresa? Deseja criar uma operação especial para grupos no Carnaval? Fale com nosso time Ainda não é uma agência parceira? Clique aqui e faça seu pré-cadastro

Por Carlos Humberto, CEO da Diaspora.Black Toda viagem é uma forma de narrativa. Quando escolhemos um destino, estamos escolhendo também qual história queremos ouvir e quais histórias continuaremos a silenciar. O turismo não é neutro. Ele molda imaginários, define o que é digno de ser lembrado e quem é digno de ser visto. No Brasil, país onde mais da metade da população se reconhece como negra, ainda é recente o reconhecimento de que nossas rotas turísticas também precisam falar sobre ancestralidade, resistência e identidade. Cada roteiro afrocentrado é, antes de tudo, um gesto político. Ele devolve às comunidades negras o direito de narrar suas próprias histórias. O que antes era contado por olhares externos e distantes, hoje é vivido e compartilhado por quem pertence a esses territórios. As visitas a quilombos, terreiros, circuitos culturais e lugares de memória não são apenas experiências turísticas: são reencontros com a verdade, com a dignidade e com o pertencimento. Os dados da pesquisa Mapeamento Nacional do Afroturismo, revelam um setor em crescimento e cheio de propósito. Metade das iniciativas mapeadas tem menos de cinco anos, reflexo de um movimento recente de profissionalização e engajamento identitário. Essas experiências estão presentes em todas as regiões do Brasil, com maior concentração no Sudeste (38%) e no Nordeste (28%), e com destaque para a Bahia, o Rio de Janeiro e São Paulo, onde o afroturismo se conecta à história viva de cada território. O impacto é real. As experiências geram renda e emprego em 40% das comunidades participantes, fortalecem o orgulho da identidade negra e impulsionam economias locais baseadas na cultura, na gastronomia e na arte. Em um país onde o turismo convencional muitas vezes ignora as periferias, os quilombos e as comunidades tradicionais, o afroturismo faz o caminho inverso, ele leva o visitante a esses lugares, de forma respeitosa, educativa e transformadora. Há, no entanto, um desafio que ultrapassa o econômico. O estudo aponta o racismo e a invisibilidade como as principais barreiras para o crescimento do setor. Faltam políticas públicas, campanhas de divulgação e reconhecimento institucional que enxerguem o afroturismo não como nicho, mas como estratégia de desenvolvimento sustentável e de afirmação de cidadania. O turismo, quando enxerga todas as suas vozes, tem poder de reparação. O Brasil precisa compreender que recontar sua história também é tarefa econômica. Cada roteiro afro-brasileiro é uma lição de diversidade, cada visita a um território negro é uma aula de história que as escolas não contaram. O turismo pode e deve ser uma política de memória, um instrumento para reconstruir a autoestima coletiva e para mostrar ao mundo um país que não nega suas raízes africanas, mas as reconhece como fonte de riqueza e identidade. O afroturismo não é sobre o passado, é sobre futuro. É sobre construir um Brasil que se reconhece em sua pluralidade e que transforma cultura em potência. Quando uma mulher negra conduz um grupo por um território ancestral, ela não está apenas guiando turistas. Está guiando o país em direção à sua própria verdade. * Carlos Humberto Silva, nosso fundador e CEO da Diaspora.Black. Com mais de 22 anos de atuação nacional e internacional na promoção dos Direitos Humanos, é especialista em igualdade racial, políticas públicas e combate ao racismo. Foi bolsista da Fulbright e do Rockefeller Center for Latin American Studies, em Harvard, além da PUC-Rio, e tem trajetória reconhecida por liderar projetos de impacto social em organizações como Fundação Roberto Marinho e Fundação Vale. Pesquisador nas áreas de territorialidade negra, desigualdades socioespaciais e cultura afro-brasileira, é conselheiro do Prêmio Empreendedor Social da Folha de S.Paulo e já ministrou palestras em instituições como Harvard University, UNAM, Universidad Nacional de La Plata e diversas universidades brasileiras.The body content of your post goes here. To edit this text, click on it and delete this default text and start typing your own or paste your own from a different source. Imagem do Tour Pequena África 7/05/25

