Um calendário de experiências que fortalecem cultura, pertencimento e conexões
Jaqueline Santos • January 15, 2026
Em 2026, a Diaspora.Black convida empresas, marcas e organizações a ampliarem seu olhar sobre o turismo. Este calendário foi desenvolvido para inspirar experiências de Afroturismo em grupo que conectam propósito, cultura e impacto, transformando encontros corporativos em vivências com significado.
São jornadas de aprendizado, reconhecimento e pertencimento, vividas em territórios onde a cultura afro-brasileira se manifesta de forma viva e contínua, fortalecendo vínculos entre pessoas, histórias e comunidades.
Cada data aqui apresentada pode se transformar em uma ação estratégica para convenções, viagens de incentivo, ações de endomarketing, programas de diversidade e inclusão ou relacionamento com stakeholders, convidando empresas a romper com formatos já conhecidos e a se diferenciar por meio de experiências que ampliam repertórios, geram pertencimento e posicionam o turismo como uma escolha consciente, cultural e transformadora.
As experiências de Afroturismo disponíveis na Diaspora.Black vêm sendo escolhidas por grupos do Brasil e do mundo que buscam ir além do que já conhecem.
"... Um dos momentos mais importantes da nossa viagem foi o tempo que passamos com a Diaspora.Black e a Sampa Negra. Com profundo respeito, nossa guia Denise Rodrigues iluminou camadas silenciadas do centro da cidade, compartilhand o histórias de incontáveis catalisadores afro-indígenas que descobriram sua capacidade — e, com coragem, criatividade e consistência, reivindicaram dignidade, promoveram segurança e lutaram pela liberdade ao longo dos séculos no Brasil... Obrigado, Denise, Sampa Negra e Diaspora.Black!" Talya G.
Esse é o depoimento de uma participante de um grupo dos Estados Unidos que fez o "walking Tour - Do Rosário à Liberdade".
"... Um dos momentos mais importantes da nossa viagem foi o tempo que passamos com a Diaspora.Black e a Sampa Negra. Com profundo respeito, nossa guia Denise Rodrigues iluminou camadas silenciadas do centro da cidade, compartilhand o histórias de incontáveis catalisadores afro-indígenas que descobriram sua capacidade — e, com coragem, criatividade e consistência, reivindicaram dignidade, promoveram segurança e lutaram pela liberdade ao longo dos séculos no Brasil... Obrigado, Denise, Sampa Negra e Diaspora.Black!" Talya G.
Esse é o depoimento de uma participante de um grupo dos Estados Unidos que fez o "walking Tour - Do Rosário à Liberdade".
Fevereiro
Feriado | Carnaval
🗓️ 17 de fevereiro
O Carnaval é palco de identidade, criatividade e protagonismo negro. Uma oportunidade estratégica para viagens de incentivo, ativações de marca e experiências culturais que colocam equipes e clientes no centro da cultura brasileira.
Março
Celebração | Festa de Olojá Exu
📍 Salvador, BA
🗓️ Primeiro fim de semana de março
Celebrar Exu é celebrar comunicação, movimento e troca. Uma experiência inspiradora para empresas que valorizam inovação, fluidez e diálogo, conectando mercado, cultura e ancestralidade em um dos espaços mais simbólicos de Salvador.
Abril
Celebração | Festa de São Jorge
📍 Rio de Janeiro, RJ
🗓️ 23 de abril
Uma celebração que simboliza coragem, proteção e resistência. Ideal para encontros corporativos que desejam reforçar valores como força coletiva, superação e diversidade cultural.
Feriado | Tiradentes
🗓️ 21 de abril
Um convite para explorar Ouro Preto, MG, num roteiro que revela a presença negra na construção do Brasil colonial. Ideal para ações educativas, programas de diversidade e experiências de aprendizado histórico.
Maio
Celebração | Bembé do Mercado
📍 Santo Amaro, Recôncavo Baiano
🗓️ Entre 13 e 15 de maio
O maior candomblé de rua do mundo é uma experiência de pertencimento, ancestralidade e força comunitária. Um convite para empresas que desejam vivenciar cultura viva e impacto social real.
Celebração | Festa do Divino
📍 Ilhabela, SP e São Luís, MA
🗓️ Maio
Diferentes expressões de fé e cultura afro-brasileira em territórios distintos. Experiências ideais para grupos que buscam diversidade cultural e conexão com saberes tradicionais.
Acompanhe a página de experiências desses destinos:
Junho
Celebração | Bumba Meu Boi de São Luís
📍 São Luís, MA
🗓️ 23 a 29 de junho
Uma das maiores expressões culturais do Brasil, reconhecida pela UNESCO. Perfeita para experiências de incentivo, imersões culturais e fortalecimento de laços coletivos.
Julho
Período | Férias escolares
🗓️ Todo o mês
Ideal para experiências que conectam educação, história e identidade, ideais para ações com colaboradores e suas famílias ou programas corporativos de bem-estar e cultura.
Agosto
Celebração | Festa da Boa Morte
📍 Cachoeira, BA
🗓️ 13 a 17 de agosto
Uma das celebrações mais emblemáticas da cultura afro-brasileira, organizada por mulheres negras desde o século XIX. Uma vivência profunda sobre liderança, ancestralidade e protagonismo feminino.
Setembro
Feriado | Independência do Brasil
🗓️ 7 de setembro
Uma oportunidade para revisitar a história do Brasil com outro ponto de vista e ampliar narrativas. Ideal para experiências educativas e reflexivas em grupo.
Outubro
Feriado | Nossa Senhora Aparecida
🗓️ 12 de outubro
Perfeito para um roteiro que integra fé, quilombos, natureza e identidade. Ideal para grupos que buscam experiências transformadoras e conexão territorial.
Novembro
Feriado | Dia da Consciência Negra
🗓️ 20 de novembro
Uma data estratégica para ações corporativas de diversidade, equidade e inclusão, conectando memória, resistência e futuro.
Dezembro
Feriado | Natal
🗓️ 25 de dezembro
Um Natal que revela narrativas invisibilizadas e amplia o olhar sobre história e arquitetura. Uma experiência cultural incrível para grupos corporativos.
Celebração | Festa de Santa Bárbara
📍 Salvador, BA
🗓️ 4 de dezembro
Uma celebração de força, fé e movimento, ideal para encerramentos de ciclo, celebrações de conquistas e encontros de fim de ano com significado.
Saiba mais
Em 2026, diferenciar-se também passa pelas experiências que sua empresa escolhe viver. O calendário de Afroturismo da Diaspora.Black transforma datas em encontros com significado, conectando pessoas, cultura e impacto em jornadas que permanecem muito além da viagem.
Em 2026, diferenciar-se também passa pelas experiências que sua empresa escolhe viver. O calendário de Afroturismo da Diaspora.Black transforma datas em encontros com significado, conectando pessoas, cultura e impacto em jornadas que permanecem muito além da viagem.

Na Feira Preta Festival Celebra Viva Pequena África, a Diaspora.Black , em parceria com o BNDES, promoveu dois roteiros novos pela Pequena África: Instituto Pretos Novos e Casarão Cultural João de Alabá. A Pequena África é um reconhecimento do legado africano e afrodescendente na formação do Rio de Janeiro. Quem caminha por esse território encontra múltiplas camadas de memória que podem ser vividas de formas completamente diferentes e, durante o festival, conduzimos os participantes por dois desses caminhos: o da história e da arqueologia, com o Instituto Pretos Novos , e o da espiritualidade e da tradição religiosa, com o Casarão Cultural João de Alabá .

A Diaspora.Black esteve no Web Summit Rio 2026, dentro da Startup Island do estande brasileiro, a convite da EmbraturLAB em parceria com o Itaipu Parquetec. A iniciativa reuniu 24 startups selecionadas para apresentar soluções em inteligência artificial, turismo inteligente, sustentabilidade e economia criativa, reforçando o posicionamento do Brasil como um polo de inovação aplicada ao turismo. Nossa participação marcou a presença de uma startup com dez anos de atuação, com soluções estruturadas para empresas que querem incorporar o afroturismo à sua oferta de valor.

Todo mês de agosto, Cachoeira desacelera. Quem chega à cidade nesse período entende o motivo. A cidade do Recôncavo Baiano, com seus casarões coloniais e ladeiras de pedra, se torna cenário de uma das celebrações mais importantes da cultura afro-brasileira. A Festa da Boa Morte não cabe em nenhuma categoria comum de viagem corporativa. Ela convida a participar de uma história construída e preservada por mulheres negras há mais de dois séculos.

O Brasil acaba de ganhar mais um reconhecimento no cenário global do afroturismo. Nosso cofundador e diretor de operações, Antonio Pita, foi reconhecido pela organização Most Influential People of African Descent (MIPAD) como uma das 100 pessoas negras mais influentes do mundo em viagens, turismo e hotelaria em 2026. Há mais de dez anos, Antonio atua conectando turismo, cultura negra, diáspora africana e desenvolvimento de territórios. Seu trabalho passa pela formação de profissionais, criação de experiências e apoio a empreendedores, além da construção de diálogo com destinos e instituições. Esse percurso ajudou a ampliar a discussão sobre afroturismo no Brasil e a abrir espaço para novas perspectivas dentro do setor. Nesta entrevista, Antonio fala sobre o significado desse reconhecimento internacional, os caminhos percorridos até aqui e os desafios para fortalecer a conexão do Brasil com os territórios e experiências da diáspora africana. DIASPORA.BLACK: Antonio, o que significa para você estar entre as 100 pessoas negras mais influentes do mundo em viagens, turismo e hotelaria em 2026? ANTONIO PITA: " Fico muito feliz. É um reconhecimento importante, mas que não diz respeito a uma pessoa só. Ele reflete uma construção de mais de 10 anos para estabelecer e demarcar esse segmento no Brasil. Não por acaso, ainda há poucas pessoas brasileiras nessa lista. Até pouco tempo, a conexão entre turismo preto e diáspora africana era praticamente ignorada pelo mercado brasileiro, ou vista sem essa dimensão de mercado e potência internacional. Esse é um trabalho construído pela Diaspora.Black, por mim e por muitas organizações e pessoas que vêm abrindo caminho coletivamente. Lá atrás, o que a gente esperava era justamente isso: criar essa abertura para o mercado internacional e fazer com que o Brasil também fosse reconhecido nesse lugar." DIASPORA.BLACK: O que foi fundamental para chegar aqui? ANTONIO PITA: "Acho que foi fundamental construir um histórico de entregas em diferentes frentes. Desde o começo, a gente provocou a indústria do turismo a olhar para a falta de diversidade, promovendo treinamentos, certificações e trazendo conhecimento para qualificar a hospitalidade. Depois, passamos a olhar também para os destinos, entendendo como eles incorporam os atrativos do afroturismo e as experiências da cultura negra em suas estratégias de promoção e desenvolvimento. Isso fortalece a articulação que a gente vem construindo para o segmento como um todo. Mas talvez o mais importante seja o trabalho com os empreendedores. Conhecer as experiências, os roteiros e os produtos criados por cada um, entender como podem evoluir, ganhar escala e despertar mais interesse tanto dos visitantes quanto dos próprios moradores das cidades. É isso que fazemos com o Laboratório Criativo de Roteiros: articular essa rede de empreendedores e operadores para atuar no afroturismo. Existe um diálogo constante com o poder público, com o mercado, com as agências e com os territórios, sempre buscando entender quais experiências podem ser conectadas nessa cadeia para fortalecer o ecossistema como um todo." DIASPORA.BLACK: A curadoria de grupos internacionais, como o trabalho que fazemos com fundações e outras organizações, teve influência nesse reconhecimento? ANTONIO PITA: "Com certeza. Esse reconhecimento dialoga muito com esse trabalho de curadoria que a gente vem desenvolvendo: construir experiências culturais, roteiros e conexões com os territórios, além da forma como recebemos esses visitantes com qualidade e com impacto real para quem está nos territórios. É esse olhar que levamos para parceiros, organizações e fundações, no sentido de fazer uma mediação cultural. Receber esses grupos passa por entender o que eles desejam conhecer e construir experiências em diálogo com os territórios e com respeito às dinâmicas locais. Essa atuação também fortalece nosso entendimento sobre o que o público estrangeiro e o público da diáspora buscam vivenciar no Brasil. E acho que é justamente essa capacidade de conectar experiência, cultura e território de forma responsável que esse prêmio também reconhece." DIASPORA.BLACK: Que mensagem essa lista deixa para o trade de turismo brasileiro? ANTONIO PITA: "Acho que essa lista também mostra que existem muitos outros nomes importantes do afroturismo brasileiro que poderiam estar nesse reconhecimento. Fiquei ainda mais feliz por esse reconhecimento também destacar o trabalho de pessoas fundamentais para o ecossistema, como Bia Moremi, da Brafrika Viagens, além de Anita Moreau e Martinique Lewis. É uma evidência de que ainda existe um espaço enorme para fortalecer a relação do Brasil com os outros países da diáspora africana e também para o próprio mercado brasileiro olhar para o afroturismo com mais proximidade, mais respeito e entendimento do potencial que esse segmento tem."

Em abril, a série “Raízes que Guiam: Como a Ancestralidade Transforma o Turismo” começou com uma pergunta: o que a hospitalidade ancestral africana ensina sobre a forma como recebemos as pessoas hoje? A matéria mostrou que muita coisa tratada como inovação no turismo já existia há séculos em comunidades africanas. Agora, o segundo encontro da série olha para outro elemento central dessa herança: a oralidade. O que muda quando uma história é contada por alguém que faz parte daquele território? Alguém que cresceu ouvindo aquelas memórias, reconhece os símbolos e entende os silêncios? Essa resposta começa com os griôs.

O que vivemos entre os dias 20 e 25 de março de 2026 foi uma jornada de reconexão e valorização de histórias e identidades. A Diaspora.Black desenvolveu e operou uma série de experiências culturais afro-brasileiras para viajantes internacionais em passagem pelo Brasil a bordo de um cruzeiro. Nesse intercâmbio entre as diásporas do Brasil e dos Estados Unidos, conduzimos 297 viajantes por percursos que revelam as narrativas negras que estruturam a história e a cultura dos nossos territórios.

O Rio de Janeiro guarda, em seus territórios, camadas de história que o olhar apressado não alcança. A Pequena África, o Cais do Valongo, a Pedra do Sal: lugares onde a memória da diáspora é presença viva, sentida antes mesmo de ser explicada. É nesse território que a Florencios Tours & Travel construiu sua operação. Fundada por Damiana Silva, a DMC carioca especializou-se em experiências culturais que conectam visitantes internacionais à história afro-brasileira com curadoria, responsabilidade e escuta real. Para falar sobre como se constrói uma DMC afrocentrada com consistência e propósito, o papel da comunidade nesse processo, os desafios e oportunidades para receber turistas de fora, a Diaspora.Black conversou com Damiana Silva : DIASPORA.BLACK : Como surgiu a Florencios Tours & Travel e como vocês constroem os roteiros? DAMIANA SILVA: " A Florencios Tours & Travel tem uma trajetória que acompanha a minha própria evolução no turismo. O CNPJ da empresa foi aberto em 2003, inicialmente para atender a uma exigência do mercado — a emissão de notas fiscais para as operadoras e agências com as quais eu já atuava como guia de turismo. Com o passar dos anos, essa estrutura começou a ganhar um novo significado. A partir de 2012, iniciei de forma gradual a operação de serviços diretos ao cliente final, principalmente através de plataformas internacionais. Esse foi um momento importante de transição, onde passei a atuar não apenas como guia, mas também como organizadora da experiência. Em 2016, consolidei parcerias estratégicas que impulsionaram a Florencios como uma operadora de receptivo internacional, ampliando nossa atuação e estruturando o que hoje é a empresa: uma DMC especializada em experiências culturais no Rio de Janeiro. Ao longo de mais de 30 anos de experiência no turismo, percebi uma lacuna importante — a ausência de narrativas profundas sobre a história e a contribuição da população negra na formação do Brasil. É a partir desse entendimento que nasce o propósito da Florencios: conectar culturas através de experiências autênticas, com curadoria, sensibilidade e responsabilidade histórica. A construção dos nossos roteiros segue três pilares principais: base histórica e curadoria consistente, vivência real nos territórios e conexão humana. Cada roteiro é desenhado como uma jornada, integrando lugares como Pequena África, Cais do Valongo, IPN e Pedra do Sal com narrativas que fazem sentido para o visitante internacional — especialmente para o público da diáspora — criando experiências que vão além do turismo tradicional." DIASPORA.BLACK : O que vocês consideram essencial na escolha dos guias e parceiros locais, como as comunidades participam e qual é o impacto real que essa jornada gera para quem vive nesses territórios? DAMIANA SILVA: " Assim como a Florencios foi construída de forma gradual e consistente, a escolha dos nossos guias e parceiros segue esse mesmo princípi o: qualidade, coerência e responsabilidade com a narrativa. O guia, para nós, não é apenas um profissional operacional — ele é um intérprete cultural. Por isso, trabalhamos com três critérios fundamentais: domínio histórico e preparo técnico real, capacidade de comunicação com o público internacional e alinhamento com a narrativa afro-brasileira, com respeito e consciência. Grande parte dos nossos parceiros vem de uma construção de relacionamento ao longo dos anos — instituições culturais, espaços de memória e profissionais que atuam diretamente nesses territórios. A comunidade não é um ponto de passagem. Ela faz parte da estrutura da experiência. Esse modelo gera impacto concreto com: geração de renda direta e recorrente para guias, instituições e iniciativas locais, valorização de espaços historicamente invisibilizados e fortalecimento da memória e identidade cultural desses territórios. Após anos atuando tanto como guia quanto como operadora, ficou muito claro para mim que o turismo pode seguir dois caminhos: o da exploração superficial ou o da construção de valor. A Florencios escolhe, de forma consciente, o segundo." DIASPORA.BLACK : Em março vocês receberam um grande grupo de cruzeiristas estadunidenses que fizeram roteiros pelo Rio de Janeiro. Quais os desafios e oportunidades para receber turistas de fora? DAMIANA SILVA: " Março representou um ponto de consolidação importante da nossa operação. Atendemos 243 visitantes internacionais em poucos dias, em uma operação que envolveu diferentes roteiros simultâneos para passageiros da Celebrity Equinox e do charter do Dave Koz Cruise. Tivemos tanto operações próprias da Florencios, com grupos menores e roteiros altamente personalizados, quanto uma frente ampliada através da parceria com a Diaspora.Black, que foi fundamental para expandir nosso alcance e escalar o volume de passageiros. Ao longo de quatro dias, operamos uma diversidade de experiências que refletem bem o nosso posicionamento: Experiências culturais como Little Africa + Carnaval Backstage, com forte conexão histórica e vivencial. Roteiros clássicos, cuidadosamente executados, como Cristo Redentor com almoço típico brasileiro e Pão de Açúcar. City tours panorâmicos passando por Leme, Copacabana, Ipanema e Arpoador e Imersões urbanas incluindo Escadaria Selarón, Santa Teresa, Cinelândia e Catedral Metropolitana. Para quem construiu a operação de forma gradual, como foi o meu caso, esse tipo de entrega não acontece por acaso — ela é resultado de anos de estruturação, relacionamento com fornecedores e domínio logístico. Os principais desafios nesse contexto são: tempo extremamente limitado das operações de porto, alto volume com necessidade de padronização e consistência, expectativa elevada do público internacional e execução simultânea com múltiplos guias, veículos e roteiros Por outro lado, as oportunidades são muito claras. Existe uma mudança no comportamento do turista internacional — especialmente o norte-americano — que hoje busca mais do que pontos turísticos. Ele busca contexto, história e conexão. E é exatamente nesse ponto que a Florencios se posiciona. Quando conseguimos unir eficiência operacional com profundidade cultural, o resultado não é apenas um passeio bem executado — é uma experiência memorável, com alto potencial de recomendação e retorno. Por fim, é importante destacar que uma operação desse porte só é possível com uma equipe sólida, tanto nos bastidores quanto na linha de frente. Meu agradecimento especial à nossa equipe interna — Isis Magalhães, Milena Lunz e Edson Castro — que garante que tudo funcione com precisão, do planejamento à execução, e também aos nossos guias parceiros, que dão vida a cada experiência com sensibilidade, conhecimento e cuidado. E, no meio de toda essa operação — horários, logística e coordenação — existem momentos que não entram em planilhas. O olhar de alguém ao reconhecer uma história, o silêncio em um lugar de memória, a emoção que surge de forma inesperada. Nesses instantes em que entendemos que não estamos apenas recebendo turistas. Estamos criando pontes. E é isso que dá sentido a tudo o que fazemos." DIASPORA.BLACK : O que esse momento revelou sobre o que acontece quando dois lados da diáspora se encontram? DAMIANA SILVA: " Esse momento trouxe uma confirmação muito clara sobre o nosso propósito. Ao longo dos anos, construímos experiências voltadas para a valorização da história afro-brasileira. Mas, quando recebemos grupos da diáspora, especialmente afrodescendentes dos Estados Unidos, essa experiência ganha uma outra dimensão. O que acontece não é apenas interesse — é identificação. Em lugares como Pequena África, Cais do Valongo ou Pedra do Sal, existe uma conexão que além de ser explicada, ela é sentida. Esse encontro revela três aspectos importantes: a história da diáspora é compartilhada, mesmo atravessando geografias diferentes, existe um forte senso de pertencimento, mesmo em territórios ainda não visitados e há uma busca ativa por reconexão com essas narrativas. Para muitos visitantes, não se trata apenas de conhecer — mas de reconhecer-se dentro daquela história. E para nós, como operadores e anfitriões, isso reforça um ponto central: Não estamos apenas organizando roteiros. Estamos conduzindo experiências que exigem responsabilidade, escuta e profundidade."




