Feira Preta retorna ao Rio e transforma a Pequena África em território de memória, cultura e futuro

Jaqueline Santos • May 7, 2026

De 29 a 31 de maio, o maior festival de cultura e economia preta da América Latina retorna ao Rio depois de uma década, em uma construção coletiva que articula território, memória e futuro. 

A região portuária do Rio de Janeiro é um dos lugares que carregam as histórias de pessoas africanas que fundaram comunidades, plantaram raízes e criaram formas de existir que atravessaram séculos. Hoje, esse território é chamado de Pequena África e será palco do Festival Feira Preta.



De 29 a 31 de maio, o Píer Mauá, o Armazém Kobra e o circuito histórico da região portuária do Rio de Janeiro recebem uma programação que articula gastronomia, moda, música, artesanato, cinema, literatura, debates e encontros de negócios. 

 O que é o Festival Feira Preta

Fundado por Adriana Barbosa, o Festival Feira Preta é reconhecido como o maior festival de cultura e economia preta da América Latina. Integra conexão, circulação e fortalecimento da economia criativa negra e cada edição reafirma: cultura preta não é nicho. É o centro.


A edição de 2025 aconteceu em Salvador e reuniu mais de 30 mil pessoas em três dias de programação gratuita no Centro Histórico da cidade. Agora, o festival escolhe o Rio de Janeiro não por acaso, mas por propósito. "Retornar ao Rio depois de 10 anos é reconhecer a força desse território na formação da cultura negra brasileira. A Pequena África é um símbolo vivo de memória e resistência, mas também de futuro. É aqui que queremos afirmar a potência da economia preta como caminho de desenvolvimento", disse Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta.


O festival conecta dois dos ecossistemas mais simbólicos da diáspora africana no Brasil. Salvador e Rio passam a dialogar por meio da cultura, dos negócios, da memória e da circulação de pessoas negras, construindo futuro.  

Viva Pequena África: uma iniciativa que nasce do território

O festival desta edição acontece em parceria com a iniciativa Viva Pequena África, apoiada pelo BNDES, que propõe uma governança inédita no país: decisões compartilhadas, centralidade no ecossistema e comunicação como infraestrutura estratégica de transformação.


A Diaspora.Black integra o consórcio executor da iniciativa Viva Pequena África.

Como explica Antonio Pita, cofundador da Diaspora.Black e diretor da iniciativa: "A realização do Festival na Pequena África é uma celebração ao legado deste território, reconhecendo as manifestações e organizações locais e sua importância para a cultura carioca e do Brasil. É uma oportunidade única de convergir tecnologias e metodologias de desenvolvimento da cultura e economia criativa preta que as organizações da Viva Pequena África produzem em benefício do território."

O que acontece nos três dias

A programação é aberta ao público e distribuída por diferentes pontos da Pequena África.

Shows Gratuitos: Leci Brandão, Teresa Cristina, Sandra de Sá, Tati Quebra Barraco, Roberta Sá, Marina Iris e Baile Black Boom.

Atividades: Feira de empreendedores, rodas de samba e celebração da cultura afro-brasileira

O festival celebra o legado das mulheres no samba e a resistência negra no território

A Diaspora.Black estará presente com dois painéis no dia 30 de maio:


Painel com Antonio Pita: foco nas ações em curso da iniciativa Viva Pequena África e no edital que mapeia outros territórios como a Pequena África pelo Brasil, revelando a dimensão estratégica e nacional do que está sendo construído.


Painel com Carlos Humberto - CEO e fundador na Diaspora.Black: uma conversa aberta sobre afroturismo, pertencimento e território, mostrando como viajar também pode ser uma ferramenta de reconexão ancestral, desenvolvimento local e construção de identidade.


Nos finais de semana, dois roteiros guiados pela região estarão abertos ao público. Um convite para sair pelas ruas da Pequena África e explorar a região com quem conhece suas histórias, seus símbolos e suas personalidades.


A Diaspora.Black também está apoiando a logística de participantes: equipe e painelistas.

A repercussão na mídia

A volta do Festival Feira Preta ao Rio já ganhou espaço em veículos de grande alcance. O portal Terra registrou a economia preta como um eixo estratégico de desenvolvimento no país: "Com foco na prosperidade econômica de pessoas negras, Festival Feira Preta retorna ao Rio após 10 anos". O Diário do Rio também cobriu o retorno ao território: "Após 10 anos de ausência, Festival Feira Preta ocupa a Pequena África em maio".


Um festival na Pequena África é uma afirmação de que a história desse território merece ser celebrada com tanta grandeza quanto foi construída, em resistência, em comunidade, em continuidade.


É o povo da diáspora se encontrando no mesmo chão onde seus antepassados pisaram. É negócio, cultura, memória e futuro acontecendo no mesmo espaço, ao mesmo tempo.


Como Antonio Pita resume: "Aqui é um espaço de celebrar a cultura, de celebrar o legado, mas também de construir o futuro, de construir os nossos lugares de poder, de representatividade, de crescimento econômico. Tudo que a gente quer para a nossa comunidade, a gente começa a construir aqui."


Venha construir junto



📅 29, 30 e 31 de maio
📍 Píer Mauá, Armazém Kobra e Pequena África
🎟️ Entrada gratuita. 

Se puder estar no Rio nesses dias, venha!

Venha para ouvir, encontrar, circular, construir.

Venha ocupar um território que segue transformando memória em futuro.

A Pequena África continua viva. E esse encontro também é sobre o que fazemos com esse legado daqui para frente.

A Diaspora.Black integra o consórcio executor da iniciativa Viva Pequena África, apoiada pelo BNDES, e participa ativamente da programação do festival com painéis, roteiros e gestão de participantes.

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